FAIL (the browser should render some flash content, not this).
Jenny La Rue
Jenny La Rue
 
Jenny La Rue

JENNY LARRUE




Jenny La RueDona de um corpo escultural Jenny Larrue é a estátua de Ébano do Finalmente Clube.
Com um sentido de humor muito especial esta artista tem pautado o seu caminho, ao longo de 16 anos, com muito profissionalismo, glamour e sabedoria. Diz quem a conhece que é uma 'carneira' difícil de levar Eu pelo contrário, digo é uma menina boa de levar, basta não a chatear e deixá-la estar sossegada, porque quando está nos seus dias bem disposta Jenny Larrue é uma companhia excepcional. Nunca descorando da sua postura, sempre bem arranjada e com um sentido muito prático da vida a Jenny é acariciada por todos e vista com ícone da beleza feminina. Quantas vezes estou no meio do público e reparo que as mulheres que assistem ao espectáculo ficam fascinadas com a Jenny, muitas vezes até invejosas, por não serem assim. E isto para não falarmos dos homens, porque se 90 por cento das mulheres já reagem assim, a reacção deles chega aos 100 por cento. O certo é que não há ninguém que fique indiferente à presença desta artista. E não é só em cima do palco, na rua é, exactamente, a mesma coisa (minha querida Jenny é o custo que temos de pagar por sermos bonitas e boas… tem de ser).

Jenny La RueO Começo
Os primeiros passos foram dados no palco do Finalmente onde a levaram a partir desse dia ficou cliente da casa. Até que um dia resolveu participar no Lugar às Novas, onde venceu as primeiras semanas o que lhe proporcionou um lugar no elenco da casa. O primeiro impacto com o público foi um choque. Jenny Larrue confessa que "mal coloquei o pé em palco e sai por detrás das cortinas todo o meu corpo termia, mas a casa levantou-se, em peso, aos gritos o que é foi bom, porque me deu força para continuar a música, isto apesar de ser a minha primeira vez e não ter experiência nenhuma". As suas mudanças são bem mais notórias do que em qualquer um dos seus colegas do grupo do Finalmente. Jenny Larrue justifica esta mudança como uma opção pessoal, que garante nunca se ter arrependido de a tomar. O facto de ser adulta, a quando a sua opção, tornou as coisas mais fáceis aos olhos da família que a aceitaram desde o principio


Jenny La RueO Transformismo pelos olhos de Jenny Larrue
"Quando comecei viviam-se os últimos anos de ouro do Transformismo, em Portugal. Hoje em dia a situação dificultou-se um pouco mais, porque o público também se tornou diferente e cada vez mais exigente", revela a artista. Para Jenny Larrue "por vezes os portugueses não têm noção do trabalho que está por detrás de cada número que é apresentado". Quanto aos novos valores, é da opinião que"deixam um pouco a desejar", no entanto diz que "é preciso entender-se que estão a começar de novo, têm ainda muito para aprender e a inexperiência é característica disso mesmo". Contudo "penso que no tempo em que eu comecei era muito mais notório um certo vedetismo, onde duas pessoas não podiam usar roupa iguais, nem idênticas, nem sequer da mesma cor, isto foi algo que se foi perdendo ao longo dos tempo. Mesmo assim, há hoje em dia, mais que no tempo em que me estreei, uma falta de humildade dos mais novos, que não têm discernimento para perceberem que o que lhes dizem é para o seu bem e não para o seu mal".

Jenny La RueÉ um facto e é, também, reconhecido pela maioria do público que Jenny possui um belo corpo, uma enorme exuberância e grande sensualidade. Contudo, considera que "uma artista não vive só do corpo. Se assim fosse muitas artistas bonitas com corpos bonitos tinham-se destacado e não foi isso que aconteceu, porque o artista vive do complemento de vários aspectos, que eu ponho em palco como a dedicação, a interpretação, a entrega". Ainda segundo esta artista "há inclusivamente, pessoas que dizem que quando eu entro em palco, eu entro". Quando está no palco as suas interpretações de Whitney Houston arripiam qualquer um que esteja a assistir ao espectáculo. "Quando estou em palco, geralmente, eu não penso em nada tendo concentrar-me no que estou a fazer e tentar fazer o melhor possível", revela Jenny Larrue.

Jenny La RueA relação com Deborah Kristal
Jenny Larrue trabalha à largos anos com Deborah Kristal. Depois deste tempo, trabalhar com Fernando Santos é para Jenny Larrue uma "aprendizagem de vida". Tem com Fernando uma relação que considera fácil, pois para esta artista o seu colega é "acessível e bastante humano". Embora esta não tenha sido uma carreira fácil de percorrer, Jenny considera que não houve momentos menos agradáveis no seu caminho, que consegui ultrapassar com muita persistência e dedicação. Já em relação ao melhor momento de todos, Jenny nunca vai esquecer-se do seu primeiro dia de espectáculo. Habituada, desde sempre, a ter dois empregos, considera que é de fácil conciliar as duas profissões, justamente, porque antes de começar a fazer espectáculo já trabalhava e nunca deixei de trabalhar de dia". Uma decisão que Jenny considera importante, porque segundo a artista "dá mais estabilidade económica", mas não só "considero que trabalhar só à noite não me serve de muito porque gosto de estar em contacto com outra realidade, contactar com outro tipo de pessoas para podermos crescer e evoluir".

Jenny La RueA noite está diferente
A noite é algo que Jenny reconhece que não é a mesma coisa, desde logo pelo facto de "existirem, hoje, muitas drogas novas que acabam por destruir a diversão que existia à uns anos atrás", mas não são só as drogas para esta artista há ainda o facto das " mulheres se produzirem cada vez menos, não têm gosto em se arranjarem para sair à noite." Este cenário nocturno é algo que "incomoda" Jenny e a faz sentir "desfasada" da realidade. Muito porque "sempre que saiu à noite tento ir sempre bem arranjada, cuidada e quando reparo em muitas das mulheres que estão ao meu lado, acabo por me sentir mal, porque ao pé de mim são autênticos farrapos". No entanto Jenny reconhece que "as mulheres portuguesas não têm o hábito de se arranjarem" e chega mesmo a estabelecer uma comparação com a vizinha Espanha onde" as mulheres não saem de casa para ir trabalhar sem maquilhagem".

Jenny La RuePortugal, ainda, é muito perconceitoso
Passados, já, tantos anos depois da ditadura salazarista ainda existe muito preconceito num país como Portugal. "Julgo que já ter sido vítima de preconceito, exactamente à 10 anos atrás, quando tirei um curso de manequim, com um dos professores mais caros, Benny McCarthy, por onde passaram muitas modelos conhecidas como, por exemplo, a Sofia Aparício e a Nayma. Nessa altura, quando chegava às agências ficavam fascinados comigo, mas o sorriso desvanecia ao ouvirem o meu nome verdadeiro e como é natural nunca fui chamada para trabalho através das agências", conclui a artista. Embora tenha realizado diversos desfies, a pedido dos próprios estilistas, Jenny nunca conseguiu realizar o seu sonho de ser manequim profissional. Mesmo assim Jenny Larrue conseguiu entrar para a sétima arte e já participou em diversas telenovelas, séries e filmes. Uma experiência que considera "muito boa", apesar de ter "um pouco de receio, porque é um meio de comunicação muito rápido e que se difunde pelos quatro cantos do mundo e por vezes posso estar a expor-me demasiado e é isso que eu não quero, porque sempre quis ser muito discreta". Ainda assim a artista do Finalmente não considera que tenha perdido a sua privacidade, embora admita que a opinião dos outros nunca foi muito importante para si, porque as pessoas têm de a aceitar como é para que ela as possa aceitar também. Quando ao futuro Jenny Larrue apenas diz que QUERO CRESCER MAIS.




voltar